Mas afinal, o que é a Homeopatia? Essa “arte de curar”, essa especialidade da medicina que cura sem explicação científica! Esta questão da explicação científica tem muito que se lhe diga! Mas a ela voltaremos numa publicação posterior, quando os meus leitores já estiverem familiarizados com os conceitos básicos sobre esta técnica secular. 

Em primeiro lugar deixem-me definir o termo “cura” como o reestabelecimento da saúde numa pessoa doente. E o termo “saúde” utilizando a definição da Organização Mundial de Saúde (OMS) como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades“. Assim já não me acusam de que eu disse que a Homeopatia “cura tudo”, “cura o cancro, todos eles, o alzheimer, as doenças psicóticas”, enfim todos esses nomes que só de os ouvir ficamos arrepiados. Não, nada disso, a Homeopatia trata pessoas com sintomas de todas essas patologias, sintomas físicos, mentais e emocionais, tendo como objectivo o reestabelecimento da saúde.

Então é assim: a Homeopatia é um método terapêutico criado pelo médico alemão Christian Friedrich Samuel Hahnemann, que consiste na utilização, de acordo com a lei dos semelhantes (“similia similibus curantur”), de remédios em doses infinitesimais obtidos por diluições e sucussões sucessivas, e capazes, em doses mais elevadas, de produzir, num indivíduo saudável, os sintomas da doença que se pretende combater, de modo a estimular a reacção orgânica e vital na direcção da cura.
Trata-se de um sistema farmacêutico, científico e filosófico bem determinado, com uma metodologia de pesquisa própria.
É uma proposta terapêutica com base na semiologia homeopática, que elabora um diagnóstico apoiado em sinais físicos, psíquicos, mentais e sociais, evidenciados pelo paciente
Assim sendo, a Homeopatia baseia-se nos seguintes princípios:
1 – A lei dos semelhantes (“similia similibus curantur”) – Qualquer substância capaz de provocar num indivíduo saudável, porém sensível, determinados sintomas é capaz de curar, desde que em doses adequadas, um indivíduo que apresente um quadro mórbido semelhante, com excepção das lesões irreversíveis.
2 – Experimentação no homem são – Também chamada de experimentação patogenética, homeopática ou pura, é o procedimento que consiste em testar substâncias medicinais em indivíduos sãos, para que se possa definir quais os sintomas sobre os quais a substância vai reflectir a sua acção.
3 – Remédio diluído, dinamizado – Consiste na utilização de remédios diluídos e dinamizados, de acordo com os métodos da farmacopeia homeopática, de modo a evitar os efeitos tóxicos de algumas substâncias, e os seus possíveis agravamentos iniciais, e também pela constatação de que determinadas substâncias, após a aplicação desses métodos, adquirem potencialidades terapêuticas mais eficazes e profundas, mesmo no caso de substâncias aparentemente inertes.

4 – Remédio único – Consiste na utilização de apenas um remédio homeopático de cada vez, o simillimum, que será alterado apenas quando o quadro sintomático sofra alterações, e depois do primeiro remédio já não actuar no organismo doente. Apenas um remédio deve cobrir a totalidade dos sintomas apresentados pela pessoa doente.

A próxima publicação falará de Samuel Hahnemann, o homem, o médico, o farmacêutico e o pai da Homeopatia.

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